Um dia acordamos e estamos vivendo a vida de outra pessoa, não há o que reclamar. A vida corre somos felizes e não há como reclamar. Olhamos em volta, há gente, e mais gente, e tudo que conseguimos ver é que falta tempo, não sei o que pensar, pois tudo vem pronto.
Falamos, vivemos, corremos, morremos, todos os dias. O que queremos nem sempre somos nós que escolhemos, pois o mundo cobra, não é em dólar, nem em real, nem mesmo em euro, a cobrança é em felicidade que deixamos para viver naquele momento. Lembrar que o tempo passa e a felicidade também e não há como poupá-los. Sempre é difícil para nós entender... talvez o saibamos somente quando é tarde demais.
Um homem e seus filhos na praça, no parque felizes contando as risadas, minutos e tombos que compartilham. Um homem levanta seus filhos e abraça aqueles que ama, mas nem sempre abraça a si mesmo, talvez seja o preço para ver-se eternizado naqueles que o sucedem. Nós nunca sabemos o quanto seremos eternos, pois hoje os filhos são sementes jogadas no campo, levadas pelo vento, que partem num destino incerto com tantos percalços que é melhor não lembrar.
Um homem vive e morre por aqueles que o perpetuarão, mesmo sem reconhecimento ou dedicação, seremos lembrados somente nos olhos de quem nos enxerga nas fotos e vídeos, se houverem, caso contrários seremos esquecidos num olhar longínquo que ficou par trás.